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Dinheiro no tempo: Relação entre o Valor Futuro e o Valor Presente


Dinheiro no tempo: Relação entre o Valor Futuro e o Valor Presente

Para falarmos sobre dinheiro no tempo, ou a relação entre Valor Futuro e Valor Presente, vamos começar respondendo 2 perguntas:

  1. Você prefere receber R$10.000,00 hoje ou R$10.200,00 daqui a um mês?
  2. Você prefere receber R$10.000,00 hoje ou R$1.000.000,00 daqui a 20 anos?

Para responder a essas perguntas você deve considerar inúmeros fatores, mas uma coisa é certa: você com certeza prefere 10.000 hoje do que os mesmos 10.000 daqui a um mês! Isso nos traz a um princípio fundamental de finanças:

  • Valor Presente: equivale ao valor que possui hoje, no nosso exemplo os R$10.000,00.
  • Valor Futuro: equivale a um valor maior do que o valor que possui hoje, no nosso exemplo os valores de R$10.200,00 daqui a um mês ou R$1.000.000,00 daqui a 20 anos.

A atualização do dinheiro no tempo chamamos de taxa de juros. É a taxa de juros que irá determinar essa relação entre o Valor Futuro e o Valor Presente.

Agora que entendemos o conceito de juros, podemos explicar como funcionam os juros simples e os juros compostos.

Juros simples: é quando a taxa de juros é aplicada sempre sobre o saldo inicial. Por exemplo, se pegarmos um empréstimo de R$1.000,00 por 10 meses e considerarmos uma taxa de juros simples de 10% ao mês, teremos o mesmo valor de R$100,00 ao mês (10% de R$1.000,00) por 10 meses:

Juros compostos: o chamado juros sobre juros, é quando a taxa de juros é aplicada sobre o saldo acumulado, ou seja, quando a taxa de juros é aplicada sobre o valor inicial na primeira parcela e na segunda parcela os juros são sobre o valor inicial mais os juros da primeira parcela e assim sucessivamente. Utilizando o exemplo anterior, dos juros simples, e aplicando os juros compostos temos:

Matematicamente falando, o Valor Futuro (VF) é a função inversa do Valor Presente (VP) e vice-versa. De fato, observe que a fórmula:

VP = VF/(1 + i)n

VF = VP*(1 + i)n

i=taxa de juros

n=prazo em que o dinheiro ficará emprestado/aplicado

Pensando nestes conceitos entendemos que os juros podem do mesmo jeito ajudar ou atrapalhar. Quando fazemos uma aplicação ou investimento financeiro os juros são ótimos para aumentar o montante inicial. Agora, quando tomamos um empréstimo ou financiamento devemos tomar cuidado para que a quantia inicial não vire uma bola de neve e saia do controle devido aos juros cobrados.

Portanto, fique atento ao fazer cheque especial, gastar mais dinheiro no cartão de crédito do que pode pagar ou pedir financiamento parar comprar um carro. Tudo tem que ser muito bem planejado para não ter problemas financeiros.

Agora que já entendeu o conceito da relação do dinheiro no tempo, juros simples e juros compostos leia na nossa próxima edição do Boletim Informativo o segundo capítulo da nossa Trilha de Conhecimento sobre Investimentos. A matéria será sobre a diferença entre Renda Fixa e Renda Variável.

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