Comunicados COVID-19

COMUNICADO IMPORTANTE - 24/04/2020

PREZADOS PARTICIPANTES, ASSISTISDOS E PENSIONISTAS

Conforme informado em nosso último comunicado trazemos neste o resultado dos Investimentos referente ao mês de março e também detalhes sobre a gestão dos investimentos da Entidade.

Para contextualizar o cenário atual, no final de 2019 vínhamos de um período de forte valorização das bolsas ao redor do mundo, juros em níveis muito baixos e spreads de crédito soberanos e corporativos nas mínimas históricas. Havia quase um consenso de que o cenário para 2020 seria de crescimento econômico, tanto das economias desenvolvidas quanto das emergentes, e os ativos de risco iriam se beneficiar com essas condições.

Contrariando as expectativas acima, iniciamos o ano com os ruídos de surgimento de um novo vírus na China e que se espalhou rapidamente pelo mundo. Desde o final de fevereiro, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tem ocasionado um efeito extremamente severo na economia mundial, impondo medidas de isolamento social, fechamento de fronteiras, do comércio, de várias empresas e consequentemente uma forte recessão.

Futura II

O resultado das nossas carteiras segue a reação do mercado e também foi impactada pela volatilidade ao longo do mês. Todas as classes de ativos, sofreram impactos negativos inclusive a renda fixa.

Abaixo segue uma tabela com os retornos dos perfis e dos principais indicadores:


Conservador

Esse perfil em março apresentou -0,05% e é composto por 95% em fundos que aplicam em títulos públicos pós fixados, atrelados à inflação, e pré fixados. Esses últimos apresentaram resultado negativo devido a marcação a mercado, dado o cenário de aumento de risco. Isso não significa que é uma perda permanente, uma vez que esses ativos sendo levados até o vencimento sempre terão o rendimento de quando o título foi adquirido. O perfil possui também 5% em fundos Multimercados que apresentou alta de 1,42% em março, onde os gestores conseguiram ter agilidade ao ler a forte mudança de cenário ocorrida nos mercados e rapidamente apostaram fortemente em ativos de menor risco. Vale ressaltar que mesmo passando pela pior crise da história, na visão de longo prazo, em janela à partir de 36 meses o perfil entrega resultado muito próximo ao CDI.

Moderado

Esse perfil em março apresentou resultado de -5,34% e é composto por 69% em fundos que aplicam em títulos públicos pós fixados, atrelados à inflação e pré fixados. Esses últimos apresentaram resultado negativo devido a marcação a mercado, dado o cenário de aumento de risco. Isso não significa que é uma perda permanente, uma vez que esses ativos sendo levados até o vencimento sempre terão o rendimento de quando o título foi adquirido. Ainda na renda fixa, o perfil possui também 8% de Crédito Privado com resultado negativo devido à grande busca de liquidez no mercado. O Perfil possui ainda 11% em Renda Variável local, onde o principal índice de referência, o Ibovespa, teve o pior resultado mensal em mais de 20 anos, puxando a rentabilidade do segmento para aproximadamente -31%. No segmento de Multimercado, possui 12% que apresentou -0,47% no mês, em função da forte mudança de cenário ocorrida nos mercados, o que impactou a estratégia de renda fixa e renda variável tanto local quanto no exterior. Além disso, o perfil possui posição em Investimentos no Exterior no total de 3% que apresentou resultado de -1,36% em março, onde no cenário de aversão a risco, os investidores buscam ativos de maior segurança, como títulos do tesouro americano e ouro.

Agressivo

Esse Perfil em março apresentou -6,77% e é composto por 65% em fundos que aplicam em títulos públicos pós fixados, atrelados à inflação e pré fixados. Esses últimos apresentaram resultado negativo devido a marcação a mercado, dado o cenário de aumento de risco. Isso não significa que é uma perda permanente, uma vez que esses ativos sendo levados até o vencimento sempre terão o rendimento de quando o título foi adquirido. O Perfil possui ainda 19% em Renda Variável local, onde o principal índice de referência, o Ibovespa, teve o pior resultado mensal em mais de 20 anos, puxando a rentabilidade do segmento para aproximadamente -29%. No segmento de Multimercado, possui 12% que apresentou -0,23% no mês, em função da forte mudança de cenário ocorrida nos mercados, o que impactou a estratégia de renda fixa e renda variável tanto local quanto no exterior. Além disso, o perfil possui posição em Investimentos no Exterior no total de 4% que apresentou resultado de -1,36% em março, onde no cenário de aversão a risco, os investidores buscam ativos de maior segurança, como títulos do tesouro americano e ouro.

Vale ressaltar que esse perfil permite um pouco mais de risco que o perfil moderado, portanto é natural que sofra mais com os efeitos da volatilidade. Mesmo passando pela pior crise da história ao olharmos com visão para o longo prazo, na janela de 36 meses, o perfil entrega resultado por volta de 126% do CDI.

Considerações Finais

Diante de uma crise sem precedentes e sem uma visão clara de até quando irá durar estamos cientes e alertas desse momento de alta volatilidade no mercado financeiro. O comitê de investimentos e consultores especializados continuam trabalhando com muita cautela e seguindo de forma disciplinada nosso processo de governança. Porém, esse é um momento de parcimônia, prudência e paciência na tomada de decisão. E mais do que nunca é importante reforçar a visão de longo prazo.

Atenciosamente

Suzi M M de Aguiar

Diretora Superintendente

Última Atualização em 24 de Abril de 2020

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